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Aposentadoria verde

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Aposentadoria verde

Apagão florestal, previsto para acontecer até 2030, estimula programas de empreendedorismo no campo a partir da diversificação de culturas a fim de otimizar o retorno por hectare a médio e longo prazo.

Matéria publicada no jornal Diário da Região, sábado, 08 de junho de 2019

Caderno – Agro Diário

Escrita por: Érica Bernardes

A produção de madeira proveniente de extração vegetal tem caído ano após ano no Brasil. Em 2018, foram produzidos aproximadamente 10 milhões de metros cúbicos de madeira, número que deve baixar para 5 milhões de m³ até 2030, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF).

Até lá, porém, a demanda deve aumentar para 21 milhões, de acordo com o IBF, gerando um déficit de 16 milhões de m³.

Esse fenômeno, denomina-do “apagão florestal”, segundo o instituto, é caracterizado pela diminuição de áreas privadas para produção e extração de madeira devido a pressões na Amazônia, paralelamente ao aumento na demanda por madeiras nobres serradas.

É por isso que o plantio dessas madeiras nobres se apresenta como um negócio rentável, o que tem estimulado iniciativas de empreendedorismo florestal, que consistem, basicamente, em otimizar o retorno por hectare por meio da diversificação de culturas a fim de garantir ao produtor a expansão de suas fontes de renda, principalmente a médio e longo prazo, ação chamada de “aposentadoria verde”.

O produtor rural Naim Adas Neto encontrou em um programa de florestas produtivas um caminho para a diversificação de renda de sua propriedade no Noroeste paulista, que possuía apenas a monocultura da cana-de-açúcar.

A princípio, sua intenção era a de explorar a cultura da seringueira, mas decidiu pela ampliação, contratando mais dois tipos de plantios: cedro australiano e mogno africano. “Optamos por diversificar o investimento a médio e longo prazo”, explica.

O contrato com a empresa responsável pelo programa de empreendedorismo florestal foi firmado em julho de 2017 e a área destinada para o projeto foi de 120 hectares. Para o produtor, essa terceirização foi o melhor caminho para o desenvolvimento do projeto, já que ele comprou as mudas, contratou o plantio e assistência técnica por um ano – com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

“Os retornos começarão a partir da abertura dos painéis da seringueira, aproximadamente entre o sexto e sétimo ano; do cedro no décimo ano; e do mogno no 15º ano, com venda da madeira para exportação”, pontua.

O “apagão florestal” previsto por especialistas é um gatilho para iniciativas como a de Naim e uma oportunidade para empresas especializadas em programas de empreendedorismo florestal. Uma delas, com sede em Rio Preto, vê que a solução para esse problema será a extração em florestas plantadas, por isso o investimento no plantio de madeiras nobres demonstra ser um negócio rentável.

“É sabido que existe pressão internacional para não retirar madeira de floresta nativa. Isso vai diminuir a oferta de madeira no mercado e viabilizará a obtenção por meio de plantios regulamentados, que é o que fomentamos”, explica Fábio Tonus, gestor da Kaiser Agro.

Segundo o profissional, algo que pode ser apontado como um ganho em curto prazo é a regularização da área de reserva florestal, exigida pelo governo para regularizar as propriedades. “Ela permite que os proprietários tenham acesso a financia-mento junto ao Banco do Brasil e possam realizar negócios. Outro ganho em curto prazo é a realização de um plano financeiro estabelecendo um planeja-mento de ganhos a médio e longo prazo”, completa.

Como funciona o programa

Segundo Tonus, a empresa oferece ao investidor o planeja-mento das mudas e do plantio e o cuidado durante dois anos, com a garantia de retorno.

O plantio, de acordo com ele, é cuidado de forma integral, com certificados e rastreabilidade das sementes, o que garante a produtividade.

Por fim, a empresa rea-liza a compra do produto final, caso seja necessária, ou indica canais para comercialização, de acordo com o contrato. O programa também pode oferecer orientação e produção de projetos para linhas de crédito e financiamentos junto aos bancos.

Na empresa rio-pretense, tudo começa com uma visita à propriedade, para a realização de um levantamento, com da-dos topográficos e analíticos, inclusive das culturas com as quais o produtor já trabalha. “Se é um agricultor e já trabalha com um tipo de grão, na propriedade existem áreas em que não é possível mecanizar.

Fazemos esse estudo, exploramos as áreas de menor rentabilidade, topografia e análise do solo, clima da região, índice de pluviometria e estabelecemos a melhor cultura flores-tal”, detalha o gestor.

Hoje, o programa trabalha com três culturas: seringueira (para a obtenção de látex), cedro australiano e mogno africano (ambas para obtenção de madeira nobre).

O estudo, então, levanta qual a melhor cultura para ser implantada, assim como disponibilidade de mão de obra local, logística e planejamentos, como custo para implantação e diversificação, além de retorno financeiro de cada cultura.

“Para pecuarista, fazemos o mesmo trabalho. Analisamos a exploração de áreas onde o gado não costuma ir, ou onde o pasto não tem desenvolvimento de acor-do e sugerimos algumas ações, como diminuição de área e de-senho da melhor implantação”, destaca o engenheiro.

Existe um outro estudo, dentro do programa, relacionado às integrações. Para os pecuaristas, elas são feitas nos pastos exis-tentes, onde o gado já frequenta, por meio da implantação – por piquetes – de uma floresta sobre esses pastos, fazendo a integração com o gado.

Aposta em culturas de alta rentabilidade

Com a queda do preço das commodities, a diversificação de culturas se faz cada vez mais necessária, já que a monocultura está sujeita às oscilações de mercado. “Se você faz a diversificação, quando uma cultura está ruim, a outra está boa, fazendo com que você tenha vários ovos dentro de uma mesma cesta e trazendo, assim, a maior rentabilidade possível”, exemplifica Tonus.

Segundo o especialista, existe um conceito de que floresta é algo que não dá retorno, “o que não é verdade e nossa proposta é levar conhecimento sobre essas áreas florestais que podem e devem ser estudadas.”

O programa de empreendedorismo florestal revela alta rentabilidade, especialmente a médio e longo prazo. Isso porque, por hectare, são implanta-das aproximadamente 800 árvores de cedro australiano, que rende um metro cúbico de 12 a 15 anos.

Cada metro cúbico da madeira custa atualmente entre R$ 600 e R$ 800.
Já o mogno africano varia de R$ 800 a R$ 1 milímetro cúbico e uma árvore de 15 a 18 anos gera um metro cúbico. Nesse tipo de cultura, são implantadas cerca de 500 árvores por hectare.

A empresa não informou as estimativas de rentabilidade da seringueira, mas explicou que, após sete anos, é possível começar a fazer a sangria e a cultura segue a produção por mais 40 anos.

Confira matéria publicada no jornal impresso

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