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Cultivo de madeiras nobres é destaque no jornal Diário da Região

cedro australiano

Cultivo de madeiras nobres é destaque no jornal Diário da Região

A Kaiser Agro, que atua no mercado de cultivo de madeiras nobres e implantação de florestas produtivas, está entre os três finalistas do prêmio Novo Agro, promovido pela Esalq/ USP e Santander, na categoria Empreendedorismo, no seg­mento médio/grande produtor.  A empresa foi destaque no jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto, em 15 de setembro de 2018. Confira matéria completa.

 

Ouro Verde

Confira matéria do Diário da Região

Cultivo de madeiras nobres, como mogno africano e cedro australiano, permite retomo de até 20 vezes sobre o valor do investimento

Jornal Diário da Região, São José do Rio Preto, 15 de setembro de 2018

Caderno AgroDiário

Érika Bernardes

Especial para o Diário

 

Um grupo de agronegócios de Rio Preto encontrou um mercado promissor no cultivo de madeiras nobres.

 

As atividades da Kaiser Agro tiveram início há cinco anos, com a implantação do mogno africano e, devido ao sucesso, há dois anos ampliaram a exploração com o cedro australiano.

 

O cultivo de madeiras no­bres é conhecido no agronegócio como a ‘poupança verde’ do produtor rural. O investimento é a longo prazo – o cedro australiano leva de 12 a 15 anos para estar pronto para o corte e consumo, e o mogno africano requer ainda mais tempo, de 15 a 18 anos.

 

Porém, projetos de integração de floresta, pecuária e agricultura, que permitem agregar as madeiras nobres a outras culturas, fazem com que o produtor tenha um retorno do investimento a curto prazo. “O investimento médio depende de alguns fatores’../como integração e condições do solo, mas podemos garantir que o retorno é de aproximadamente 20 vezes maior que o capital investido”, explica Fabio Carlos Tônus, engenheiro, administrador e gestor da Kaiser Agro.

 

Quando comparado ao cultivo de eucalipto, por exemplo, a madeira nobre se mostra extremamente competitiva e vantajosa. Hoje, o metro cúbico do eucalipto é comercializado por aproximadamente R$ 35,00, enquanto que o cedro australiano é vendido, em média, por R$ 600,00 e o mogno africano por até R$ 800,00, ou seja, um aumento de retorno de mais de 2.200%.

 

O grupo, que iniciou suas atividades há mais de 20 anos com pesquisas, desenvolvimento e cultivo de seringueira teve a ideia de trabalhar com madeira nobre após constatar em uma pesquisa de mercado as boas projeções do setor, especialmente por dois fatores:crescimento do consumo de madeira nos Estados Unidos e na Europa e a pressão de órgãos internacionais para minimizar a retirada de madeiras de florestas nativas.

 

“Verifica-se que nos próximos 10 anos vai haver uma demanda cada vez maior de madeiras nobres, certificadas, ou seja, plantio em escala industrial”, explica Tonus. O cultivo acontece em Paranaíba, Mato Grosso do Sul, onde as mudas são desenvolvidas em viveiros e estufas, com controle fitossanitário e adubação, para posteriormente serem comercializadas e implantadas nos clientes.

 

No caso do mogno africano conhecido como ouro verde, as sementes selecionadas e certificadas vêm da Embrapa, do Pará, onde ficam as árvores chamadas de mães ou sementeiras. Já no caso do cedro australiano, o grupo tem uma parceria com a Bela Vista Florestal, uma empresa nacional que faz melhoramento genético e que é referência e pioneira nesse trabalho, onde adquirem as mudas e depois fazem a engorda, rustificação e implantação comercial.

 

A Kaiser Agro é associada às duas maiores associações produtoras de madeira nobre no Brasil, a ProCedro (Asso­ciação Brasileira de Produto­res de Cedro Australiano) e a Associação Brasileira de Pro­dutores de Mogno, que contro­lam a exportação dos produtos. Assim, o grupo consegue comprar a madeira dos próprios clientes para depois exportar, com um valor de mercado extremamente interessante. “Fora a exportação, existe um mercado interno para móveis de alto padrão, para construção civil, que é altamente interessante”, afirma Tônus.

 

Os principais clientes são indústrias de móveis de alto padrão, que fazem materiais para construção, como portas, janelas, forros, fachadas e pisos, além das exportações, especialmente para os Estados Unidos e a Europa.

A expertise do grupo, inovador em fazer o processo de ponta a ponta, desde a fabricação da muda até a venda, permite a execução de projetos junto aos produtores, a fim de desenhar o melhor investimento e retorno. “A Kaiser Agro faz projetos para poder viabilizar onde o produtor vai ter uma rentabilidade maior, seja em pequenas áreas marginais da propriedade, ou na integração, para poder melhorar, inclusive, a rentabilidade da pecuária, por exemplo”, complementa o gestor.

 

Grupo é finalista em prêmio

 

A Kaiser Agro está entre os três finalistas do prêmio Novo Agro, promovido pela Esalq/ USP e Santander, na categoria Empreendedorismo, no segmento médio/grande produtor.

 

A premiação traz ações que objetivam o sucesso do negócio por intermédio da introdução de produtos, serviços ou processos diferenciados, em mercados existentes ou conduzindo ao surgimento de novos mercados. O grupo está representado pela iniciativa do cultivo de madeiras nobres na propriedade do Mato Grosso do Sul.

 

No total, são quatro cate­gorias: empreendedorismo, inovação, sustentabilidade e mulher na gestão. Cada uma terá como ganhador um pe­queno e um médio/grande produtor e os vencedores se­rão conhecidos no dia 24 de setembro.

 

Os premiados serão re­conhecidos pelas maiores autoridades.

 

Mogno Africano

 

■ E uma planta heliófila, tolerante à sombra durante a fase jovem. É uma árvore de porte elevado, caducifólia nos dimas áridos, atingindo na natureza alturas de 40 ma 50 me DAP (diâmetro na altura do peito) de até 200 cm. O caule é retilíneo, isento de ramificações.

 

■ A madeira é de elevada durabilidade, fácil de trabalhar e secar, porém de difícil impregnação. O alburno tem coloração marrom-amarelada e o cerne de cor marrom-avermelhado.

 

■ O mogno africano tem uso comercial extraordinário devido às características tecnológicas e à beleza da madeira. É usado em movelaria, faqueado, construção naval e em sofisticadas construções interiores.

 

■ Tem sido muito utilizado na substituição do mogno brasileiro devido à escassez de
fornecimento dessa espécie.

 

Cedro Australiano

 

■ O cedro australiano é uma madeira de fácil processamento devido às suas características físicas.

 

■ É uma das espécies mais valiosas para a produção de matéria-prima que será utilizada nas indústrias moveleiras e na construção civil.

 

■ Também é indicada para produtos que necessitam de acabamento de alto nível, como: portas e janelas, molduras, móveis e objetos, instrumentos musicais, laminados.

 

■ Poucas espécies aceitam tão bem trabalhos com torno, fresa, cola, lixa, verniz e tingimento, como o cedro australiano.

 

■ Suas toras produzem pranchas com pouca tendência de empenamento e rachaduras, os principais defeitos comerciais da madeira serrada.

 

■ Outra vantagem do cedro australiano é ser uma opção como componente florestal em sistemas consorciados com agricultura e pastagens.

Confira página do jornal impresso:

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